16 Maio 2009
Um dia frio ...
Sábado. 12º. Simulado do ENEM.
Vontade de fugir do meu dia. E do vestibular. E de todo o resto.
E ao mesmo tempo um desejo incontrolável de estudar até eu não aguentar mais pra conseguir o que eu quero.
Fazendo a prova, encontro um texto bonito.
"O que aconteceria se, um dia ou uma noite, um demônio se esgueirasse furtivamente na mais solitária das tuas solidões e te dissesse: "Esta vida, assim como a vives agora e a vivestes, terás de vivê-la novamente infinitas vezes e nela não haverá nada de novo, mas retornarão a ti cada dor e cada prazer, cada pensamento e suspiro, cada coisa indizivelmente pequena ou grande de tua vida, e tudo na mesma sequência e sucessão (...) ". Não te lançarias ao chão, rangendo os dentens e maldizendo o demônio que assim te falou? Ou então, talvez tendo vivido alguma vez um instante tão imenso, seria esta a tua resposta: Tu és um Deus e nunca ouvi nada tão divino?" (...) A pergunta para qualquer coisa - "Queres isso mais uma vez e ainda inúmeras vezes?" - pensaria sobre o teu modo de agir como o maior dos pesos! Ou, então, quanto teria que amar a ti mesmo e à vida, para não desejar nada mais que esta última e eterna confirmação, esta chancela? (Nietzsche)
Talvez o segredo do tal "aproveite o dia" (das aulas inúteis de litetatura) seja mais bem explicado pelo "e se eu vivesse isso pra sempre?" do que pelo "como se não houvesse amanhã".
(Durante o simulado, eu pensando:
Eu gostaria que todos os dias do resto da minha vida fossem iguais ao de hoje?
Definitivamente, não.)
*
Que todos os dias da minha vida sejam fantásticos o suficiente para que eu queira vivê-los pra sempre.
por Juliana às 23:40 5 comentários
01 Março 2009
Breve
"É preciso força pra sonhar e perceber que a estrada vai além do que se vê."
Já dizia a música.
É preciso força.
Força pra enxergar a estrada que eu não vejo.
Força pra deixar o futuro pra trás.
E ver a estrada do agora.
por Juliana às 02:00 4 comentários
27 Fevereiro 2009
Pânico de Semi-Conhecidos
Minhas citações aqui no blog não me deixam mentir: sou viciada no orkut. Assumo que perco horas valiosas da minha vida lá, postando em comunidades que são praticamente minha casa, quando poderia estar fazendo algo de muito mais útil e interessante. Mas, convenhamos, o orkut é um poço de criatividade.
A minha mais nova descoberta foi uma comunidade que traduz o que grande parte das pessoas tem, mas ficam com medo de assumir: pânico de semi-conhecidos. Obviamente, a descrição da comunidade fala por si só. Como tratar aquela pessoa que estudou anos com você (porém nunca se tornou de fato um conhecido) ao encontrá-la no metrô? Ignorar? Fingir trocar a música do mp3? Se fazer de míope? Talvez até se jogar no trilho seja uma opção mais vantajosa que um "oi", para alguns.
Sim, eu sofro disso. Nunca me esqueço de um dia em que estava no shopping comprando um super docinho no Amor Aos Pedaços e dei de cara com um garoto da escola que eu mal sabia o nome, apesar de já te-lo cumprimentado algumas vezes quando estava em alguma roda de amigos.
Primeiro, a tensão. (O que eu faço? Fujo? Me escondo?)
Depois, a reflexão (Bobiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiinha, é só um semi-conhecido! Diz "oi" pra ele logo e acaba com isso!)
E então ... depois de tomar coragem e quase abrir a boca para emitir algum cumprimento que daria início a uma conversa monossilábica ...
E então ... depois de tomar coragem e quase abrir a boca para emitir algum cumprimento que daria início a uma conversa monossilábica ...
Plim! Ele fingiu que não me viu.
(Uma respiração aliviada acompanhada de um "uuuuufa").
Eu era a semi-conhecida dele também.
O sentimento de pânico foi recíproco.
Não me orgulho disso.
Aliás, admiro pessoas que conseguem quebrar o gelo com semi-conhecidos.
Até porque, o amigo de hoje foi o semi-conhecido de ontem.
E porque o semi-conhecido de hoje não pode ser o amigo de amanhã?
Fazer social nunca foi muito minha praia.
Mas confesso que, depois de me identificar simplesmente com TUDO que essa comunidade diz - inclusive no fórum - percebi que eu ainda tenho que enfrentar um longo caminho até me considerar uma pessoa normal. Uma pessoa normal que não tem pânico de encontrar com semi-conhecidos.
por Juliana às 01:00 3 comentários
24 Fevereiro 2009
23 Fevereiro 2009
Animação Para Adultos.
Não, nenhum desenho pornô está em cartaz no cinema mais próximo por enquanto. Mas pra quem acha que ir assistir animações é programa de índio, ou de criança acompanhada dos pais, precisa rever conceitos.

Em cartaz desde o início do mês, "Coraline e o Mundo Secreto" tem tudo para tornar-se um clássico. A animação, que foi totalmente filmada em 3D, é mais uma obra-prima do diretor e roteirista Henry Selick - famoso por "O Estranho Mundo de Jack" e "James e o Pêssego Gigante". O filme é um misto de mistério, terror e fantasia. Não possui personagens fofinhos e carismáticos. Não chama a atenção pelo colorido-carnaval ou pela mensagem óbvia do enredo. Muito pelo contrário: faz você viajar em um mundo maluco e assustador, porém, fascinante.
A história é sobre um menina de 11 anos recém-chegada em uma cidade. Seus pais, que trabalham escrevendo sobre jardinagem, tratam-na de maneira indiferente e desatenciosa. Porém, depois de receber uma boneca parecida consigo mesma como presente de um garoto que é seu vizinho, Coraline descobre um novo mundo dentro de sua própria casa, supostamente perfeito, em que seus pais são extremamente amorosos e doces, mas tem botões ao invés de olhos, como a boneca! A partir daí, Coraline começa a descobrir que é preciso ter cuidado com o que deseja.
Baseada em um romance infanto-juvenil de Neil Gaiman, "Coraline e o Mundo Secreto" pode ser definido em uma palavra: FANTÁSTICO.
Fui assistir e confirmo: vale a pena! Pra quem gosta de histórias à "Alice no País das Maravilhas", o filme é um prato cheio.
E um conselho: NÃO LEVE SEU FILHO DE 4 ANOS PARA VER ESSE FILME. As chances dele odiar a história, fazer um berreiro para sair do cinema ou chegar em casa e ficar com medo de qualquer boneco que tenha botões é mais alta do que você imagina.
Trailer
por Juliana às 22:46 1 comentários
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